Online e offline, tudo junto e misturado

Cris Pereira Heal, diretora de atendimento da FCB Brasil, publicou um artigo em seu blog sobre a junção do online e do offline.

Me perguntaram se na agência em que eu trabalho o digital era pensado junto ou separado? Fiquei pensando como o digital poderia ser separado se na minha rotina o celular não sai da minha mão, tenho dez telas de sites abertas simultaneamente e o tablet é minha ferramenta de trabalho. Se o digital estiver separado, alguma coisa está errada na minha forma de ver comunicação.
É certo que a equipe digital nas agências trouxe inúmeras mudanças ao nosso mercado, mas a relação do consumidor com as marcas continua a mesma. Ele continua andando por aí, vendo tudo junto e misturado.
Sendo assim, não consigo imaginar a agência separada; os caras que entendem de televisão e print de um lado e os caras do digital ou “mobile” do outro. Será que a intenção é deixar o consumidor com a obrigação de integrar as mensagens da marca?
Concordo com um cliente que ao se apresentar para uma audiência de publicitários, disse que a sua posição na cadeira de Marketing Digital, estava chegando ao fim, já que não seria sustentável manter na empresa uma cadeira “digital”. Nesse contexto teremos um único perfil também nas agências: aquele profissional que incorpora o comportamento humano, tecnológico e móvel do consumidor.
Porque as pessoas não estão sentadas somente esperando nossas mensagens e, a publicidade concorre com uma infinita quantidade de informação. Elas vêem nossas peças publicitárias num ambiente em que elas mandam. A má noticia: muito provavelmente elas não queiram interagir com a nossa marca.
Então, se antes era necessário conhecer o consumo de mídia dessas pessoas hoje é preciso entender seu comportamento, achar seu ambiente e o momento certo para começar um diálogo.
O formato 30″ da TV permanece ainda soberano, mas será que a ideia para comunicar a mensagem da marca funciona se for contada em 6″, se for um banner ou se estiver no meio de um chat? Será a mesma marca falando em todas esses ambientes?
Competir com um conteúdo escolhido pelo consumidor dá trabalho.
É preciso conhecer o contexto deste consumidor e do negócio do seu cliente, além do território da marca para saber qual é o ponto onde eles se encontram e se conectam.
É preciso sentar com o Planejamento e buscar um brief único: um documento que retrata este consumidor, os objetivos e as oportunidades do negócio do cliente e lançar mão de todas as ferramentas existentes.
O resultado disso tudo: uma marca só, uníssona e sem crise de personalidade.
Via AdNews

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s