A rede está desfiando?

Ao que parece, a lua de mel dos usuários das redes sociais está passando por uma crise na relação.

Por Monica Gregori

 

Ao que parece, a lua de mel dos usuários das redes sociais está passando por uma crise na relação. Ouço muita gente dizendo que está bloqueando amigos ou se desconectando porque o mar de insultos já passou dos limites.

Chama a atenção o fenômeno que esta acontecendo nesta época eletrizada pelas eleições. Ao invés de fotos fofinhas com seus cachorrinhos e filhos ou de imagens exibindo os lugares exóticos de suas viagens com selfies quase espontâneos, as pessoas, de fato, começaram a usar a rede para mostrar quem são. E com contundência!

Aí as tramas bem amarradas dessa teia começam a soltar os primeiros fios.

Esta claro que é mais fácil se manifestar não tendo que olhar diretamente no olho de ninguém e, ainda, muitas vezes, apenas compartilhando posts de terceiros. Mas isso não muda o cerne da questão. As pessoas realmente pensam e sentem aquilo que postam.

O que me espanta é a surpresa diante dessa realidade.

Por que, mesmo nas redes, o comportamento do indivíduo seria diferente ou mais educado do que na vida cotidiana? Paixões políticas sempre geraram debates, divergências e até mesmo desavenças. O que incomoda não será o fato das manifestações (muitas vezes ofensivas) acontecerem na frente de todo mundo? Mas por que os likes podem ser públicos e os dislikes escondidos?

Uma amiga postou que está assustada com a quantidade de amigos “reaças” que tem no seu Facebook. Me pus a pensar: como acreditar que tendo milhares de amigos, todos comungarão das mesmas opiniões e comportamentos? Enfim, acho que depois desse comentário ela não deve ter mais que lidar com esse problema.

De qualquer forma, parece curioso querer agora vilanizar as redes sociais, pois no momento em que todos decidem assumir uma vida pública, replicável e compartilhável (e isso é o que acontece quando você se conecta a uma rede), isso faz parte do jogo. E o jogo é democrático.

Infelizmente, cabe a triste conclusão de que o ser humano não será melhor ou pior do que é simplesmente por estar na sua versão 2.0.

 

 

 

 

 

Via Meio & Mensagem

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