David Droga: hora de as agências mudarem

Dono de uma das agências mais bem-sucedidas dos últimos anos, a Droga5, publicitário diz que elas têm sido lentas em aprender.

Cabeça pensante por trás de campanhas premiadas internacionalmente como “Decode”, para Bing e Jay-Z; “Air Force One – still free”, para Ecko e “Tap Project”, para Unicef, o australiano David Droga concedeu uma entrevista exclusiva a Meio & Mensagem na qual refletiu sobre a necessidade de mudança de mindset do mercado de agências. “A publicidade parte da premissa equivocada de que o consumidor vai adorar ouvir nossas mensagens”, afirmou.

No Brasil a convite do Facebook, Droga conclamou a indústria a, urgentemente, redefinir a maneira como oferece seus serviços.

Confira abaixo trechos da entrevista, cuja íntegra está disponibilizada na edição impressa 1633, com data de capa de 27 de outubro.

MEIO&MENSAGEM››O que está errado com a maneira como o mercado de agências de publicidade vende seus serviços?

DAVID DROGA›› A publicidade parte da premissa equivocada de que o consumidor vai adorar ouvir nossas mensagens. Mas quando se injeta algo que ele não queria, não há ganho de valor, apenas uma interrupção ou um sequestro da experiência da pessoa. A publicidade sem valor e contexto pode até ser boa, mas o problema é que a maior parte não é. Esse modelo funcionou bem na TV tradicional e no impresso, quando as pessoas aceitavam o fato de que a publicidade estava lá, mas já não faz mais sentido. As pessoas vivem em plataformas como Instagram ou ­Facebook, que têm curadoria do indivíduo. Nesses ambientes, a publicidade fora do contexto é ainda mais ofensiva.

M&M››É uma situação mais complicada para agências de porte maior?

DROGA›› Não é uma questão de ter porte grande ou pequeno, mas da atitude de trabalho. Está na hora de mudar. O consumidor demanda isso e as agências têm sido lentas em aprender. Elas deveriam partir da pergunta “Por que as pessoas não ligam para o que fazemos?” Seria mais honesto com nosso trabalho. Eu amo a publicidade e as pessoas que trabalham no mercado, mas o fato é que não estamos indo além. Esse é um negócio de tempo, já que estamos pedindo para o consumidor nos entregar seu tempo, seja com um comercial, seja uma experiência. Se estou pedindo o tempo, preciso oferecer uma boa recompensa. Algo que surpreenda, que seja relevante, inspirador, que traga informação. E não apenas o que interessa à marca.

Somente Imagem

 

 

 

 

 

Via Meio & Mensagem

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