Timeline, insights e a publicidade

Marcos Giovanella, diretor de internet e mídias sociais da Prefeitura Municipal de Curitiba, analisa o potencial de geração de insights que a nossa timeline nos oferece para a criação de conteúdo.

Por Marcos Giovanella

 

Sempre disse que acredito muito no potencial de geração de insights que a nossa timeline nos oferece para a criação de conteúdo. Então, para provar isso, estou escrevendo esse texto baseado em três posts feitos por amigos e que me renderam algumas horas de discussão interna, tentando juntar coisas para formatar uma idéia que há muito tempo já me ocorria,  mas não saía para o papel por pura falta de argumentos ou preguiça mesmo de tentar aprofundar o assunto.

Vamos primeiro apresentar os posts para não dizer que estou de falcatrua.

Post 1 – Open English e os anúncios que não ganham Leão, mas são efetivos do meu amigo Leonardo Araujo aqui mesmo do Adnews e você pode conferir o post aqui. Basicamente vamos falar sobre isso nesse artigo, com o complemento dos posts 2 e 3.

Post 2 – Lançamento da versão estendida do trailer do filme The Avengers: Age of Ultron. Eu disse versão estendida, pois a primeira versão era muito boa sim, mas não continha o que eu precisava para continuar meu pensamento aqui.

Post 3 – Entrevista do David Droga, na qual ele diz que é hora de as agências mudarem.

Apresentados os ingredientes, vamos então ao bolo.

Tenho certeza que não sou o único publicitário que se questiona diariamente se é melhor criar pensando em prêmio ou se na efetividade da campanha. Também seria leviano de minha parte afirmar que nós criamos pensando em prêmio. Afinal, campanhas que ganham prêmio em teoria deveriam ser efetivas.

Publicitariamente falando detesto a campanha da Open English, mas pensando no negócio não tenho dúvidas de que os caras acertaram a mão, e isso fica ainda  mais claro lendo a entrevista  da Marina Pessoa. Ela solta a seguinte frase: “Como a Open English gosta de trabalhar com um humor aberto, próximo e acessível, as pessoas se sentem muito à vontade para expressar suas opiniões.”

Essa frase da Mari (que nem conheço e já considero Capivaras) me leva pular o post 2 e complementar com o post 3 no qual o Droga diz que “A publicidade parte da premissa equivocada de que o consumidor vai adorar ouvir nossas mensagens” e não vai! O mundo mudou, as novas gerações estão trazendo as discussões para novos ambientes e usualmente só se discute o que é relevante. Ou seja, se é relevante pra você vale a interação. Se não é, passa batido na TL.

Por isso achei incrível o que a Marvel fez lançando a versão estendida do trailer do novo filme da franquia The Avengers. Eles colocaram os nossos heróis sentadões tomando uma cerveja e fazendo coisas normais como eu e você fazemos. Brincadeiras “semibobas” que todos aqui fazem quando estão entre amigos, principalmente se tem uma mulher junto.  Isso é relevância, isso é aproximação, isso é deixar as pessoas com um sentimento: “Eu podia estar ali naquele grupo tentando levantar o Mjölnir e tomando uma com aqueles caras.” Isso faz parte do meu dia a dia e oferece uma experiência contextual com a minha vida.

Pense nisso antes de criar sua próxima campanha.

 

 

 

 

 

Via AdNews

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