Agência ironiza publicidade em tempo real

A agência canadense john st. advertising resolveu tirar um sarro da publicidade contemporânea focada nos posts de oportunidade e nas ações em tempo real. Numa série de vídeos, os criativos decidiram mostrar como é o trabalho baseado na “Reactvertising” (num trocadilho com o termo “advertising”).

A agência canadense john st. advertising resolveu tirar um sarro da publicidade contemporânea focada nos posts de oportunidade e nas ações em tempo real.

Numa série de vídeos, os criativos decidiram mostrar como é o trabalho baseado na “Reactvertising” (num trocadilho com o termo “advertising”).

Para conseguir criar conteúdo rapidamente dentro de poucos segundos e se manter conectada o tempo todo, a agência “contratou” mais de 2800 funcionários. Segundo o presidente Arthur Fleischmann, a atitude traz uma certa “pressão” financeiramente falando, “mas o dinheiro vai entrar”, conforme explica no vídeo no momento em que a luz apaga (faltou pagar a conta?).

O filme continua e a agência segue exibindo a relação (fictícia, é claro) dos criativos com seus clientes. A busca por aprovação de campanhas e peças, por exemplo, acontece de madrugada, durante as compras do dono da conta e até no momento em que o gerente de marketing está dormindo.

Os assuntos abordados pela “reactvertising” variam, mas nada é poupado: de desastres naturais e mortes de celebridades, tudo pode ser aproveitado num post de oportunidade.

O copywriter foi substituído pelo speedwriter. Ele faz parte de um time que fica 24 horas ligado nas notícias para conseguir produzir conteúdo “em segundos”. “Não é sobre ser engraçado ou inteligente, é sobre ser rápido”, explica o criativo.

Na sequência do vídeo alguns anúncios de oportunidade – todos de gosto duvidoso – são exibidos na tela como exemplos do trabalho da agência. O vazamento de fotos das celebridades, por exemplo, foi aproveitado por uma marca de absorventes. “Interrompa os vazamentos embaraçosos”, dizia o tweet. “Não há tempo para pensar. Você apenas faz e ninguém é melhor em não pensar do que esses caras”, diz o CMO da marca (que, aliás, aparece de pijama durante a entrevista).

No fim do vídeo, novas tecnologias são apresentadas. Uma delas traz um sensor instalado no vaso sanitário que lê os dejetos das pessoas para direcionar publicidade para elas. Dependendo das fezes do sujeito, por exemplo, um anúncio de fibras é mostrado.

O próximo objetivo é criar conteúdo de coisas que ainda nem aconteceram. A agência mostra no fim do vídeo irmãos como os do filme Minority Report que irão prever acontecimentos para ajudar na postagem das marcas.

As críticas veladas (e explícitas) são tantas que fica difícil enumerá-las. Talvez, a maior delas seja a falta de construção de marca que ocorre quando uma empresa pensa em posts de oportunidade.

Vale a pena entrar na conversa apenas por entrar? No Dia das Bruxas, por exemplo, valia fazer um post sobre o assunto mesmo se sua marca não tivesse nada a ver com ele? Vale a reflexão.

Há também filmes específicos para o “reactvertising” na TV, Mobile (particularmente hilário) e Pesquisa.

Confira os vídeos:

 

 

 

 

 

 

Via AdNews

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