O que o Brasil pode fazer em mobile e não está fazendo?

O head de mobile da F.biz, Marcelo Castelo, reuniu a imprensa especializada na sede da agência, em São Paulo, para mostrar cases desenvolvidos e aplicados com sucesso nas plataformas móveis.

Na manhã desta terça-feira (2), o head de mobile da F.biz, Marcelo Castelo, reuniu a imprensa especializada na sede da agência, em São Paulo, para mostrar cases desenvolvidos e aplicados com sucesso nas plataformas móveis. O profissional, que está há dois anos alocado em Miami (Estados Unidos) e já trafega por esse “universo móvel” há praticamente uma década, ressaltou que o critério para exibir esses trabalhos foi exatamente a capacidade de reproduzi-los no mercado brasileiro.

O primeiro assunto? As possíveis barreiras tecnológicas. Para Castelo, em termos de penetração com o público, por exemplo, isso já não representa problema algum. “Precisamos parar com o complexo de vira-latas. Temos a quinta maior base de smartphones do mundo, com 90 milhões de usuários, a nossa internet móvel tem preços cada vez mais populares e a nossa infraestrutura de rede e conexão é parecida com a que eu vivencio nos Estados Unidos”, explicou.

Entre os cases apresentados, a maioria com foco em serviços e uma estratégia muito clara de fidelização, Castelo destacou o Apple Pay, o sistema de pagamentos criado recentemente pela empresa fundada por Steve Jobs. Com ele, o usuário pode dispensar a carteira ao utilizar a internet do aparelho e autenticar a transação com a ajuda do sensor biométrico do iPhone. “Para a Apple é interessante, já que ela fica com um percentual da transação. E por outro lado, para o consumidor é até mais prático, rápido e seguro que o pagamento tradicional com cartão. E ainda por cima ele continua tendo os mesmos benefícios com o banco. Isso tudo sem contar que a Apple pode começar em breve a oferecer alguns benefícios para fidelizar o consumidor, oferecendo um crédito na Apple Store, por exemplo”, comenta o head de mobile.

Outro case que chamou a atenção do executivo nos Estados Unidos é o aplicativo da varejista Target. Ao baixá-lo, o consumidor tem praticamente o mapa da loja em suas mãos. Basta escolher o produto e o app te mostra o preço, as atribuições e ainda lhe dá as coordenadas para chegar até o item nas gôndolas. Caso o produto não esteja disponível, a ferramenta também mostra qual é a loja mais próxima para encontrá-lo. Também é possível criar a sua lista de compras, pagar via Apple Pay, aproveitar cupons virtuais de desconto e apenas pegar os produtos para sair da loja via Checkout Express, ou seja, sem filas, já que o pagamento já foi realizado. Para que tudo isso funcione ainda melhor, o gigante varejista está instalando a tecnologia de beacons em suas lojas, uma espécie de GPS Indoor.

Interessante lembrar que, além da praticidade que esses aplicativos proporcionam, há sempre algum tipo de recompensa para quem os utiliza. Um bom exemplo apontado por Marcelo Castelo é o app da Starbucks, o qual confessa utilizar em 100% de suas compras na rede de cafeterias. “Antigamente eles não faziam ideia de quem eu era e nunca tinham me oferecido qualquer beneficio por ser um cliente fiel. Quando baixei o aplicativo, embora tivesse que fazer um pré-pagamento de 10 US$ dólares, comecei a ganhar refis ilimitados e ainda receber informações sobre ofertas e lojas mais próximas”, conta Castelo.

Entre outros cases interessantes, o executivo destacou o aplicativo da American Airlines. O app permite check-in online, envia notificações sobre possíveis atrasos no voo e mudanças no portão de embarque, além de encaminhar um e-mail ao passageiro logo após o pouso com informações e o número da esteira onde é necessário retirar sua bagagem.

Após mencionar esses e outros trabalhos interessantes, com a ajuda dos Co-CEOs da F.biz, Roberto Grosman e Pedro Reiss, Castelo falou sobre alguns dos principais entraves de sempre para o desenvolvimento ainda mais rápido do mercado mobile (e o digital como um todo) no Brasil. Entre os ponto críticos estão o ecossistema de inovação e formação de novos talentos da tecnologia e a remuneração do mercado ainda baseada nas mídias tradicionais. Contudo, para os lideres da agência, uma forte mudança já está acontecendo e a evolução é apenas uma questão de tempo. Para Castelo, o GP de Mobile conquistado pelo Brasil neste ano, com uma campanha da FCB Brasil para a Nivea, pode jogar um holofote ainda maior nessa questão.

A F.biz parece já estar nessa era, com todo o background e a facilidade de ter nascido digital. Seguindo essa linha, a agência mantém o discurso de ser aberta, prezar o consumidor no centro das questões e unir criação, planejamento e tecnologia para criar soluções para os clientes, independente do meio.

 

 

 

 

 

 

Via AdNews

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