Sem seguir fórmulas, sócios da Void inovam em segmento de lifestyle jovem

Hoje a revista está na 100ª edição, e a marca Void significa muito mais do que a publicação. O nome representa o lifestyle jovem que está por trás de lojas, festas, shows e um festival de filmes de surfe e skate, além da revista.

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Um grupo de amigos passa um tempo estudando fora e volta ao Brasil cheio de planos para colocar em prática. Você já deve ter ouvido (se não vivido) uma história parecida e sabe que em geral não dá em nada. Pois um desses grupos de amigos encontrou uma fórmula que deu certo e está inovando e inspirando outros negócios. A fórmula: não ter fórmula.

Fundamental para que o negócio desse certo, esses amigos conseguiram se adaptar aos dias de hoje: não seguiram modelos pré-existentes, fizeram links inusitados em detrimento de uma história linear e, assim como a geração Y, que não tem só uma profissão, a empresa também é multitask.

Os tais amigos — Pedro Hemb, Ricardo Mohr, Bruno Tellechea e João Francisco Hein — se reencontraram em Porto Alegre, onde moravam, em 2004, quando começaram a organizar festas e eventos. Com o dinheiro que ganharam, resolveram investir em uma revista. E assim nascia a “Void”, publicação independente voltada ao público interessado em skate, surf, moda, música e noite.

Hoje a revista está na 100ª edição, e a marca Void significa muito mais do que a publicação. O nome representa o lifestyle jovem que está por trás de lojas, festas, shows e um festival de filmes de surfe e skate, além da revista. Da publicação feita em Porto Alegre para a abertura da segunda loja no Rio muitas coisas passaram pelo caminho — aliás, continuam existindo, como o festival Mimpi e as festas. Em 2013, Pedro começou a “ir direto” para o Rio de Janeiro por causa da Complex Esquina 111, outro braço do grupo Slash/Slash (lembra que a história não é linear? Já vamos explicar isso), e achou que era o momento de transformar a Void em uma marca nacional. E por isso eles resolveram transferir o QG de Porto Alegre para o Rio.

Entre o fim de 2013 e o início de 2014, Pedro e os outros sócios desembarcavam na capital fluminense. A mudança, segundo ele, foi em busca de uma maior relevância nacional que só o eixo Rio/São Paulo tem. “Eu já estava vindo para o Rio. Para mim era mais fácil entender o mercado aqui”, disse Pedro em entrevista via Skype ao FFW. Além disso, pesou também o fato de o Rio ter tudo a ver com o lifestyle da Void.

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Em abril do ano passado, foi inaugurada no Leblon a primeira Void General Store, loja de conveniência e de roupas com um bar. Rapidamente o local virou ponto de encontro de jovens descolados. Em novembro de 2014, abria a segunda loja Void no Rio, agora na Avenida Olegário Maciel, na Barra, para alegria dos frequentadores da região que se ressentiam da inexistência de um local de estilo alternativo.

Questionado sobre por que investir em uma loja de conveniência, Pedro explicou que eles sentiram que havia espaço. Além disso, não é uma conveniência como as de posto de gasolina: “são coisas realmente úteis para o nosso público ou que a gente gosta. Por isso, vende de camiseta a cerveja. Mas não é qualquer cerveja, não é qualquer camiseta; tudo tem curadoria”. Entre os itens que as lojas cariocas vendem está parafina, que não se encontra em uma conveniência tradicional. “Antes da abertura da loja na Barra, quem queria comprar parafina tinha que ir até o Arpoador. Se abrirmos uma loja em São Paulo ou em Porto Alegre, é claro que não vai vender parafina.” Outros produtos com muita procura são itens de skate e carregadores para iPhone.

Para 2015, a meta é investir em produtos próprios, apesar de eles ainda não saberem exatamente o quê. Segundo Pedro, podem ser desde gadgets até móveis ou colaborações com marcas parceiras. Outros planos são lançar um e-commerce e abrir mais unidades no Rio e em outros estados. A ideia também é em algum momento levar a Void para outros países, para “onde faz sentido”.

Voltando ao Slash/Slash, ele reúne empresas voltadas à cultura jovem no Brasil a partir de experiências como festivais de música, general stores, complexos de entretenimento, plataformas de conteúdo, night clubs, restaurantes e eventos. “A Void fundou o grupo, mas começamos a sentir demanda de outros negócios”, explicou Pedro. Hoje o negócio reúne o festival de música indie Meca, que acontece no Rio, em São Paulo e no Rio Grande do Sul; a Complex Skatepark, em Porto Alegre, a Complex Esquina 111, no Rio, e a Complex Atlântida, em Atlântida (RS); a Exe, agência de eventos e ações promocionais; a balada Club688, em Porto Alegre; e a rede de lojas de skate Tow, em Porto Alegre. Cada um dos cinco sócios (Rodrigo Santanna, Marco Arioli, Vicente Perrone e Gabriel Rezende, além de Pedro) cuida de uma empresa do Slash/Slash. A gente avisou que a história não era linear.

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Confira mais fotos:

Void General Store

 

 

 

 

 

Via FFW

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