M-commerce: para onde vai o dinheiro?

Aplicativos de gastronomia, logística, saúde e bem estar estão entre as potenciais startups a repetir o sucesso de Uber e Pinterest.

No mundo dos apps, para onde vai o dinheiro do m-commerce em 2015?

Um relatório da Digi-Capital estima que os fundos de venture capital investiram US$ 4,2 bilhões em mobile commerce (m-commerce) no ano passado, ante US$ 1,2 bilhão aplicado em 2013 e US$ 829 milhões empregados em 2012 e 2011. A maior parte desse capital foi destinada a apps de âmbito mundial como o Uber e Pinterest, mas as startups de m-commerce continuam a receber injeções de dinheiro também. Os dados foram publicados pelo site TechCrunch.

Parte dessas startups são marketplaces, como a EatWith e Feastly, que apostam em modelos como os bem-sucedidos Airbnb e RelayRides. Ambos os apps prometem estremecer a indústria gastronômica de US$ 600 bilhões dos EUA com experiência in-home. Mas, outras subcategorias começam a emergir, sobretudo nas regiões metropolitanas, densamente povoadas. É o caso de apps como ZIRX e Luxe, que oferecem serviços de valet on demand valet, com serviços opcionais como recargas de gás e lavagem de carro.

No segmento business-to-business (B2B), startups como Keychain Logistics, Cargomat e Deliv prometem revolucionar a logística em todas a cadeia de abastecimento. Por fim, há uma proliferação de novos negócios com foco em saúde e bem estar móvel com a Rise a Kurbo Health voltadas à nutrição e a Lantern, a Talkspace e a 7 Cups of Tea destinadas à saúde mental.

Smartphones e on demand
Todas essas startups têm usados os smartphones para interceptar os usuários e ajudá-los a ter maior qualidade de vida. Segundo Patricia Nakache, sócia da Trinity Ventures, que apurou os dados e fez o artigo para o TechCrunch, os dispositivos móveis representam apenas 1% das vendas do mercado de varejo nos EUA (cuja movimentação chega a mais de US$ 3 trilhões anuais). “O m-commerce, claramente, ainda está na sua infância e espera-se um crescimento vertiginoso para este ano”, afirma Patricia.

Se houve um segmento que possa resumir o m-commerce em 2014, decididamente, foi a explosão de serviços on demand, cuja tendência foi liderada pelo Uber, cujo valor de mercado era de US $ 17 bilhões em junho e de US $ 41 bilhões mais ao final do ano. Mas, o excesso de oferta de serviços sob demanda, inclusive de muitos concorrentes do Uber, não permitiu o mesmo sucesso do aplicativo de compartilhamento de carona.

A executiva da Trinity afirma que a web é uma experiência cada vez mais visual. E não é nenhum segredo que as empresas têm capitalizado essa tendência ao usar conteúdo rico em fotos para atrair mais usuários. O Pinterest é, talvez, o garoto-propaganda desse movimento, com cerca de 70 milhões de usuários que têm sido rentabilizados por meio de “pints” promovidos.

De acordo com uma pesquisa do Pew Research Center, 18% dos usuários de smartphones usam a rede de fotos Instagram e 9% usam Snapchat. Assim como Pinterest fez na web, esses aplicativos têm criado novas formas de publicidade visual para capitalizar o tráfego de usuários.

O Instagram lançou anúncios em vídeo no final do ano passado e permite que as marcas cheguem diretamente os usuários em vez de depender de tráfego para suas contas corporativas. Da mesma forma, o Snapchat lançou seu primeiro “snapvertisements”, que são intercalados na timeline de um usuário e desaparecem para sempre depois de uma única visualização, assim como mensagens comuns.

 

 

 

 

 

Via Meio & Mensagem

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