MEC e Saúde lançam edital para abertura de cursos de medicina privados

Vinte e dois municípios foram pré-selecionados como aptos para receberem novos cursos de medicina privados no país. Eles constam no edital lançado nesta quinta-feira (02/04) pelo Ministério da Saúde e o da Educação e precisam confirmar a adesão para que o processo de abertura das escolas continue. As cidades são de oito estados no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste e nenhuma delas é capital. A iniciativa é parte do programa Mais Médicos e tem como objetivo abrir cursos em regiões com carência de médicos e a descentralização da oferta das escolas.

Nesta primeira fase, o município deve concordar em participar do edital, o segundo lançado desde a criação do programa. A partir de então, de 11 de maio a 26 de junho são feitas as verificações in loco, para assegurar que eles atendem aos pré-requisitos necessários. Depois, em 14 de julho será divulgado o resultado, se o município está apto para receber os cursos, tem pendências ou se vai ser excluído. De acordo com os ministros, no primeiro edital, todas as cidades concordaram em participar e a expectativa é a mesma para agora.

As escolas particulares só podem abrir cursos de medicina nas ciadades que constam no edital. O objetivo é distribuir os cursos para outras locais além de onde eles estão concentrados, como o Sul e o Sudeste. A expansão faz parte do programa Mais Médicos. Foram selecionados os estados que não atingem a relação de 1,43 vagas por 10 mil habitantes e concentração inferior a 2,7 médicos por mil habitantes.

O município deve preencher alguns requisitos: ter pelo menos cinco leitos por aluno; deve ter hospital de ensino ou unidade hospitalar com mais de 80 leitos e ter mais de 50 mil habitantes. A intenção é de abrir 11.500 vagas de medicina até 2017 para garantir que até 2026 sejam formados 600 mil médicos.

Segundo o Ministério da Saúde, um dos principais fatores de fixação dos profissionais é a residência médica. Por isso, um dos requisitos para a universidade particular abrir os cursos é ofertar também residência médica, o que aumenta a chance de o médico estudar no local e trabalhar lá.

“Você verifica a necessidade de corrigir assimetrias, tem o comprometimento do município, do estado”, disse o ministro da Educação Luis Cláudio Costa. “Está no âmago do processo essa busca de diminuir as desigualdades regionais”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. A expectativa é de ofertar mais de 1,8 mil vagas de medicina neste novo edital. No último edital, 39 cidades tiveram a abertura de cursos autorizados. Para elas, foram feitas mais de 210 propostas de instituições particulares interessadas em abrir as escolas.

Via Correio Braziliense

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